“Vivemos numa sociedade que nos leva a sentir culpa quando assumimos as rédeas do nosso destino, quando assumimos o uso do poder.”

Entendendo poder como o uso do seu auto-conhecimento em relação ao mundo, tranformando karma em dharma… bah, tchê… é tudo verdade!

E o que seria karma? Karma = consequência (sânscrito). Não é positivo, nem negativo, nem bom, nem ruim. É simplesmente ação e reação. Mas do quê? De tudo. De vidas passadas, do seu passado e do seu imediato. Isso significa que aquela pessoa ‘x’ na sua vida não é seu karma, mas que ela faz parte dele. Da mesma forma, o que dizem por ‘karma ruim’ é algo não resolvido.

[Atualização: Karma não resolvido se acumula, tem peso e pode cair de uma vez só.]

E o dharma? Dharma é quando você sabe do seu(s) karma(s) e age pra resolução deste(s). É quando você sai da passividade e aceita tudo: seus erros, suas falhas, seu egoísmo, derruba o seu orgulho e faz com que o Universo conspire a seu favor.

É fácil falar, mas é dificílimo colocar em prática! Não aceitamos as coisas que Deus/Deuses/Budah/Ser Superior colocou em nossas vidas e não NOS aceitamos. Cada pessoa tem um mega-master potencial de mudar a própria vida e, por tabela, a dos outros. Por reação em cadeia, mudamos o mundo. Uma leve movimentação faz diferença.

What you see is what you get… embrace the fail. I am nuts

“A human being should be able to change a diaper, plan an invasion, butcher a hog, conn a ship, design a building, write a sonnet, balance accounts, build a wall, set a bone, comfort the dying, take orders, give orders, cooperate, act alone, solve equations, analyze a new problem, pitch manure, program a computer, cook a tasty meal, fight efficiently, die gallantly. Specialization is for insects.”

Robert Anson Heinlein [The Dean of Science Fiction Writers]

Um ser humano deve ser capaz de:

- trocar uma fralda (ok)
- planejar uma invasão (hm… WARII vale?)
- matar um porquinho (não, nem quero)
- conduzir um navio (acho que é isso… hã… ainda não)
- conceber um prédio (inclui parte hidráulica e elétrica… não)
- escrever um soneto (ok)
- fazer contabilidade (suspiro… é meu karma #0, mas ok)
- construir uma parede (mesmo depois de viver numa reforma, nunca fiz… hã, serve Lego?)
- por um osso no lugar (ai… nunca precisei, mas acho que numa emergência no meio da selva…)
- confortar alguém ao pé da cova (já passei por isso, não é fácil, ok)
- receber ordens (ahha, ok)
- dar ordens (ok)
- cooperar (ok)
- agir sozinho (meu default)
- resolver equações (odeio, mas ok)
- analisar um novo problema (ok)
- adubar a terra (ok, minha casa é uma horta)
- programar um computador (depende)
- cozinhar uma refeição decente (eeeeeh ok)
- lutar eficientemente (opa! acho que voltarei em breve)
- morrer elegantemente (e quero ser cremada e voltar pra terra).

“Esse preto tá muito escuro.”

“Agora movendo um pouco pra baixo, uns 2mm, temos uma sinergia melhor com o resto da peça.”

Assisti minha novelinha, guardei as roupas limpas e estou procurando receitas de tricô e crochê enquanto ouço R&B dos anos 60. Consertei a cor do cabelo e está menos blond ambition (por enquanto). E eu estou dando um tempo nos saltos altos por causa de um problema nos joelhos.

O Tarot Egípcio disse que eu tinha mudado de setênio. E eu ri dele - ahaha tá adiantado…

Rascunho de abril desse ano.

Pessoas sangram visível e invisívelmente. Por isso uma comoção coletiva ao ver sangue-sangue. Não é nojo - talvez um pouco de aflição - é a verdade. Ver que somos todos iguais, que por dentro somos carbono, amoníaco e gordura. Mesma cor, mesma dor.

Quando algo dá errado, a angústia, a dor no peito. O que você tem de mais puro, seu sentimento em forma de molécula, bonitinho, correndo nas veias e vasos… de repente, mais nada. Nunca vai ser. Dói, não dói? Pronto, já está sangrando.

O que vaza, seca. Casquinha. Arranca com a unha quando não tiver mais nada pra fazer durante a depressão.

semisutura é

Music Sounds Better

Já Foi

Creative Commons